MITOS E VERDADES

Saiba quais afirmações correspondem à realidade

Aguardada há mais de 20 anos, a revitalização do Cais Mauá é assunto nas rodas de amigos e no dia a dia do porto-alegrense. Como qualquer projeto que envolve patrimônio público, cuja recuperação foi repassada à iniciativa privada por meio de licitação, a reforma gera debates. Para que o tema seja tratado com a transparência e a seriedade que Porto Alegre merece, vamos esclarecer o que é verdade e o que é mito nesse projeto.

#verdade

O projeto é inspirado em modelos internacionais de revitalização portuária.

O projeto é inspirado em modelos internacionais de revitalização portuária.

Portos importantes pelo mundo que foram revitalizados servem de referência para o Projeto Cais Mauá. O Porto Antico, em Gênova (Itália), por exemplo, tem um importante centro de congressos e eventos e uma feira náutica. O Port Vell, em Barcelona (Espanha), contempla, em sua operação, o Imax Aquarium, o maior aquário da Europa, e um grande complexo de edifícios-escritórios que se integra ao empreendimento. O objetivo não é imitá-los, mas trazer para Porto Alegre soluções de empreendimentos integrados e de multiuso em pleno Centro Histórico. Da mesma forma, os portos revitalizados Victoria & Alfred Waterfront, na Cidade do Cabo (África do Sul), e Inner Harbor, em Baltimore (EUA), têm aspectos que inspiram o projeto de restauração do cais do porto de Porto Alegre, o Cais Mauá.

#mito

Parte da história de Porto Alegre será perdida.

Parte da história de Porto Alegre será perdida.

Primeiramente, vale destacar que os armazéns são tombados, alguns na esfera federal, outros nas esferas estadual e municipal. Portanto, serão restaurados exatamente para preservar a história de Porto Alegre. Sabendo da importância histórica e afetiva do cais Mauá para os gaúchos, o projeto prioriza o restauro do patrimônio e a acessibilidade. Os armazéns, a fachada do antigo Frigorífico do Porto e o prédio da Superintendência de Porto e Hidrovias (SPH) serão restaurados. Suas características originais serão mantidas, assim como quatro guindastes e os paralelepípedos que fazem parte da identidade do cais.

#verdade

Projeto contempla diferentes usos para a área.

Projeto contempla diferentes usos para a área.

O pórtico central e os armazéns A e B serão destinados exclusivamente para operações culturais, como determina o edital. Os espaços dos armazéns A1 ao A6 vão abrigar operações de gastronomia, design e decoração. No armazém B1, haverá uma praça de alimentação. O armazém B2 será destinado ao setor de serviços, pequenos comércios e conveniências. No armazém B3, irá funcionar um terminal hidroviário com venda de passagens das operadoras de turismo e de transporte.

#mito

O projeto descaracterizará a região portuária.

O projeto descaracterizará a região portuária.

As obras nos armazéns serão realizadas para trazer de volta as características originais. Entre elas, a estrutura composta de peças metálicas rebitadas em ferro, importadas de Paris e montadas no local, o preenchimento de alvenaria de tijolos maciços, os telhados repetidos em duas águas e o pavimento único com pé-direito de 7 a 10 metros, a cor de pintura amarela, as portas de aço e o chão de cimento.

#verdade

O acesso ao Cais Mauá está restrito.

O acesso ao Cais Mauá está restrito.

A Cais Mauá do Brasil restringiu o acesso e o estacionamento no interior do empreendimento, permitindo a entrada de bombeiros e trabalhadores da Superintendência de Porto e Hidrovias (SPH, que fica no antigo prédio do DEPREC). A medida visa diminuir o fluxo de pessoas e garantir a segurança em razão das obras. Após a conclusão da revitalização, o acesso estará liberado: serão construídas novas entradas para pedestres e para carros. Também está prevista a integração direta com o Trensurb, possibilitando assim que todos possam acessá-lo com maior facilidade. A restrição temporária visa proteger a integridade das pessoas e a vida, uma vez que, no estado em que se encontram alguns armazéns, acidentes podem ocorrer. Vale lembrar que, em todas as obras, o acesso das pessoas é restrito, até mesmo nas ruas e calçadas, pelos mesmos motivos.

#mito

Os armazéns históricos serão destruídos.

Os armazéns históricos serão destruídos.

A manutenção dos 11 armazéns tombados, construídos na década de 1920, é uma das principais características do projeto de revitalização da antiga região portuária de Porto Alegre. Apenas um galpão, próximo ao Gasômetro, denominado de A7, não será mantido, pois não é tombado pelo município e não segue as mesmas características dos armazéns.

#mito

O muro da Mauá será derrubado

O muro da Mauá será derrubado

O projeto prevê a revitalização do muro, que faz parte do sistema de proteções contra enchentes (a cheia de 1941 em Porto Alegre foi um dos grandes motivadores de sua construção). Por isso, o muro da Mauá não será derrubado. Alternativas paisagísticas estão sendo desenvolvidas para humanizar e integrar o muro ao projeto. Além disso, ao longo dos mais de 3,2 quilômetros de cais, haverá várias entradas para pedestres, bicicletas e veículos.

#mito

A população não tem acesso a informações sobre o projeto do Cais Mauá.

A população não tem acesso a informações sobre o projeto do Cais Mauá.

Todas as informações institucionais sobre o projeto, bem como sobre o andamento das obras de revitalização estão disponíveis no nosso site e perfis nas redes sociais.

Basta acessar:

www.vivacaismaua.com.br

facebook

https://www.facebook.com/caismauaoficial

Instagram

https://instagram.com/caismauaoficial/

Twitter

https://twitter.com/caismauaoficial

 

#mito

A população não terá acesso ao Guaíba.

A população não terá acesso ao Guaíba.

Em boa parte do Cais Mauá, não há nada que impeça o acesso dos armazéns às águas do “Rio Guaíba”, como é popularmente conhecido, embora muitos especialistas afirmem que seja mais correto tratar o local como “Lago Guaíba”. Por questões de segurança, um guarda-corpo, com cerca de um metro de altura, será instalado entre a pedra rosa de granito e o calçamento de paralelepípedo, que será mantido. Será possível passear à beira do rio ou apreciar a vista a partir de mesas de bares e restaurantes instaladas na rua.

#mito

A população não terá áreas abertas de lazer.

A população não terá áreas abertas de lazer.

O projeto prevê 10 praças, a maior delas é a Edgar Schneider, que fica ao lado do antigo Frigorífico do Porto e terá uma escultura de pedras portuguesas restaurada e devolvida à população. Além disso, está prevista a construção de ciclovias – para quem for de bicicleta – e outros espaços de contemplação ao longo do cais. As praças terão área verde, além de espaço para crianças e prática de exercícios físicos.

As imagens abaixo mostram como serão algumas das 10 praças. Elas fica entre um armazém e outro.

Cais Mauá_sitepCais Mauá_Parquinho_Final

#mito

A população terá que pagar para entrar no Projeto Cais Mauá.

A população terá que pagar para entrar no Projeto Cais Mauá.

Após o término das obras e com todas as licenças necessárias ao seu funcionamento (que é a forma de as autoridades públicas protegerem os frequentadores), a população em geral poderá entrar na área do Projeto Cais Mauá e frequentar todas as praças, além de passear pelas lojas, sem pagar absolutamente nada. Evidentemente, como em qualquer praça pública, ao consumir algo, como tomar um refrigerante, deverá pagar pelo que foi consumido. Mas a entrada será gratuita e liberada. Ou seja, você não vai pagar nada para contemplar as águas do Guaíba, o Parque Estadual do Delta do Jacuí ou tomar um chimarrão e olhando o pôr-do-sol.

#mito

O foco da revitalização do cais do porto é apenas comercial.

O foco da revitalização do cais do porto é apenas comercial.

Além do centro comercial, que ampliará as opções de entretenimento no centro da cidade, das torres comerciais e do hotel, que estão de acordo com o plano diretor de Porto Alegre e que gerarão empregos, também está previsto, amplo espaço para atividades de sustentabilidade e cultura, nas mais diversas áreas, como artes plásticas e cênicas, música e literatura, bem como locais de convívio social e contemplação do Guaíba.

#mito

O projeto Cais Mauá está parado.

O projeto Cais Mauá está parado.

Uma obra dessa complexidade envolve uma série de licenças e autorizações de diferentes órgãos federais, estaduais e municipais, e requer muitos estudos profundos e complexos, além de apresentação de projetos detalhados e comprovação do atendimento de uma série de obrigações legais e regulamentares vistas apenas em empreendimentos dessa natureza. Portanto, o Projeto Cais Mauá está andando consistentemente em termos de obtenção de todas as licenças e autorizações. Em todos os lugares do mundo, esse tipo de empreendimento demandou bastante tempo e provocou descrença da população, contudo, em quase todos os casos, os resultados foram excepcionais e aclamados pela sociedade.

Em 23 de dezembro de 2015, por exemplo, foi entregue o Estudo de Viabilidade Urbanística. Muita coisa está sendo feita internamente.

#mito

Os guindastes são tombados e todos serão retirados.

Os guindastes são tombados e todos serão retirados.

O edital prevê a manutenção e restauração de quatro guindastes pela Cais Mauá do Brasil S/A. A retirada dos demais guindastes e sua destinação é de responsabilidade exclusiva da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), conforme previsto no edital.

Os outros 11 guindastes que pertenciam a União foram retirados do Cais Mauá em fevereiro de 2015 pela SPH. Não tivemos ou temos nenhum tipo de alçada sobre estes equipamentos.

#mito

O Shopping vai afetar a vista de quem mora no centro

O Shopping vai afetar a vista de quem mora no centro

O projeto de revitalização prevê a construção de um centro comercial horizontal com 14 metros de altura na área do Gasômetro. Portanto, o ponto mais alto do estabelecimento, estará apenas a 4 metros acima do telhado dos armazéns e é bem mais baixo que o Gasômetro, por exemplo.

#mito

O shopping e as torres vão bloquear o trânsito de pessoas que desejam passear pela orla do Guaíba

O shopping e as torres vão bloquear o trânsito de pessoas que desejam passear pela orla do Guaíba

O centro comercial horizontal ficará a uma distância de 10 metros do Guaíba o que permitirá que as pessoas caminhem livremente pela orla. O Centro Comercial e as torres não impedirão que as pessoas se aproximem do Guaíba, pois existe um recuo para isso.

#verdade

A fachada dos armazéns serão recuperadas

A fachada dos armazéns serão recuperadas

Em todas as fachadas dos armazéns, as esquadrias e portões originais serão restaurados e recuperados, conforme as indicações do Projeto de Restauro.

#verdade

O paralelepípedo será preservado

O paralelepípedo será preservado

As áreas livres terão o piso de paralelepípedo preservado, seguindo as orientações do Patrimônio Histórico

#mito

As torres afetam a vista de moradores no centro?

As torres afetam a vista de moradores no centro?

Não. As torres não afetam a vista de moradores do centro. As torres serão construídas no setor Docas, região em que se localizam prédios de estacionamento na Avenida Mauá e arredores.

O limite de altura do empreendimento respeita o Plano Diretor da cidade, com limitação máxima de 100 metros. Isso não mudará a referência vertical desta parte da cidade.

Veja as fotos:

docas

setor Docas – Local onde serão construídas as torres

 

predios_docas

Vista da localização na Avenida Mauá localizam-se estacionamentos