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Discurso da Presidente da Cais Mauá durante cerimônia de assinatura da Licença de Instalação

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“É com muita honra e orgulho que participo deste momento histórico para a cidade de Porto Alegre. Temos que celebrar, louvar, agradecer e…  prometer mais trabalho. Ainda temos muito que andar, “neste já tão longo andar”.

Agradecer a todos que confiaram no nosso trabalho, aos técnicos da prefeitura que exigiram farta documentação, estudos minuciosos, com todas as complementações e detalhamentos.

Agradecer a contribuição dada pelos governos de Germano Rigotto, Yeda Crusius, Tarso Genro e José Sartori. E pelos prefeitos José Fogaça e José Fortunati.

Agradecer ao prefeito Nelson Marchezan, que fez uma reavaliação minuciosa do projeto e deu seguimento, com os rigores próprios de um homem público sério e responsável.

Agradecer às pessoas que foram determinantes nas negociações, o que exemplifico com o ex-secretário Edemar Tutikian, que foi encarregado, em sucessivos governos, de superar obstáculos burocráticos quase intransponíveis. Atuou com perseverança, em um processo que já percorre quase duas décadas de muito trabalho.

Agradecer a participação dos movimentos sociais, cuja crítica ajudou no aperfeiçoamento do Projeto.

Esta licença de Instalação, esta LI, resulta de um esforço coletivo, que encontrou em sua equipe, prefeito Marchezan, ao longo de 11 meses, uma análise detalhada de cada passo anterior, de cada documento, sob o comando de seu secretário do Meio Ambiente e da Sustentabilidade, doutor Maurício Fernandes. Esta análise apurada dos documentos é um atestado de idoneidade do nosso Grupo, mas não é um salvo conduto. Temos muito ainda que apresentar, aprovar e realizar.

O recebimento da Licença de Instalação não esgota as relações necessárias entre a Cais Mauá e o Poder Público, pois este acompanhará através de seus técnicos todas as fases da obra, num trabalho em harmonia com a Prefeitura e o governo do Estado (e aqui, além do governador, estão presentes, o secretário estadual de Transporte, deputado Pedro Westphalen, responsável pela obra, que escalou seu principal executivo, o secretário adjunto Vanderlan Frank, para cuidar do processo na coordenação de uma comissão especial).

Agradecemos também aos escritórios de engenharia e arquitetura, que produziram mais de quatro mil pranchas, com algumas centenas de profissionais envolvidos ao longo do processo, bem como aos geólogos e biólogos que elaboraram os estudos ambientais.

Senhoras e senhores, a Cais Mauá do Brasil aceitou o desafio proposto pelo governo do Estado em 2010, quando fomos credenciados por uma licitação pública, oportunidade em que foi vitorioso um conceito desenvolvido em parceria com o escritório catalão B 720, de Firmin Vasquez, um dos mais conceituados arquitetos europeus, com base em Barcelona, e com o urbanista Jaime Lerner, de notório saber, premiado e reconhecido internacionalmente.

E, claro, com uma contribuição importante de profissionais locais. Sim, nossa proposta tem sotaque gaúcho, embora a inspiração tenha vindo dos dois escritórios, que assinam o projeto. Afinal, Porto Alegre merece o traço de personalidades reconhecidas, nomes que se somam a um Álvaro Siza, do Museu Iberê Camargo, e a um Theo Wiederspahn, que veio da Alemanha,  eternizado aqui em diferentes prédios magníficos deste Centro histórico da Capital.

Sempre trabalhamos conscientes de que esta obra de revitalização do Cais Mauá é definidora de uma nova fisionomia da cidade, junto com a preservação e restauro dos armazéns tombados pelo patrimônio histórico.

Tudo isso se soma ao resgate do Guaíba para a população, que vai usufruir o pôr do sol numa extensão de 3,2 quilômetros na beira das suas águas, espaço confortável de lazer e cultura, com 10 novas praças a serem construídas, mais a revitalização da icônica Praça Edgar Luiz Schneider lá próximo à Rodoviária, repondo suas características originais. Um projeto que se junta a este complexo maravilhoso que está sendo concluído na Orla, formando, os dois, um conjunto contínuo que se estende ao todo por 5 quilômetros nesta fase.

Temos a convicção que, em dois anos, senhor prefeito, senhor governador, podemos entregar esta primeira fase, com RESTAURO E PAISAGISMO, restauro que respeita as características originais deste patrimônio, algo que orgulhe a cidade, orgulhe o Estado, que projete Porto Alegre, que contribua para que o Rio Grande receba mais turistas, inclusive o turismo arquitetônico, reforçando o que já temos aqui representado por nomes que citei e por outras figuras consagradas da arquitetura rio-grandense.

Este é o nosso compromisso e nesta direção vamos continuar a prestar contas de nossas ações, sempre buscando a licença social, dando continuidade ao debate que o governador Rigotto iniciou em 2005, com a transferência das operações portuárias do Cais Mauá para o Cais navegantes.

A partir de agora estamos credenciados para definir com o Estado o cronograma de obras e a seleção de empresas, de preferência gaúchas, que terão a incumbência desta revitalização. Temos trabalho pela frente, e isso nos empolga, senhor prefeito, senhor governador.

Concluindo,  ressaltamos um aspecto importante: a cada obra a ser levantada teremos um projeto seguindo os trâmites legais, com as licenças necessárias, cumprindo à risca o plano diretor da cidade.

 

Pretendemos dar início às obras até março do próximo ano, tarefa que será coordenada por nosso principal Executivo, Sérgio Lima, que ao longo desses anos foi peça fundamental na tramitação do projeto e tem a expertise necessária para tocar adiante uma obra que encante a todos e que nos realize como empreendedores. (O Sérgio estará à disposição da imprensa após esta cerimônia para os esclarecimentos técnicos.)

Reforçamos ao encerrar, nosso agradecimento a todos que atuaram nesta caminhada, à prefeitura, ao governo do Estado, aos órgãos de fiscalização, à imprensa sempre vigilante, à sociedade.

Nosso muito obrigado e que Deus ilumine a todos e ao Cais Mauá.

Foto: Gisele Gonçalves