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A Cais Mauá do Brasil espera pela liberação para dar início ao restauro e à revitalização da área

Correio do Povo – GERAL

Editores: Paulo Mendes, Rosangela Groff e Simone S. Lopes

Empresa aguarda licenças para as obras

Problemas nos telhados, infiltrações, pombas e vidros quebrados. Essa é uma maneira simples de definir atualmente a situação interna de alguns dos 11 armazéns do Cais Mauá, localizado às margens do Guaíba, em Porto Alegre. Com a licença de instalação emitida pela prefeitura de Porto Alegre no início de dezembro do ano passado, a empresa Cais Mauá do Brasil concentra as atenções nos últimos detalhes para conseguir dar início efetivo ao restauro e a construção
de 10 praças.

Guilherme Almeida

Essa é a primeira intervenção do projeto de revitalização da área portuária, que está estimada em um investimento de R$ 70 milhões. A atenção é maior em relação à autorização do governo do Estado, por meio da Secretaria
Estadual de Transportes, para começar as melhorias em março, como previsto no cronograma inicial. A expectativa, segundo o diretor de operações do Cais Mauá do Brasil, Sérgio Lima, é que o desfecho ocorra em breve. “Esta semana foram realizadas reuniões na secretaria dos Transportes, que avalia a documentação para o início das obras em março. Foram enviados todos os projetos e plantas,
devidamente aprovados pelas secretarias municipais e Iphan”, explicou ele. Em relação aos armazéns, pelo projeto apresentado à prefeitura, a revitalização será completa, porém, sem mudanças no visual externo, uma vez que são tombados pelo patrimônio histórico. Assim, segundo Lima, estão sendo contatadas empresas especializadas e prestadores de serviço em geral para a realização das obras. Serão destinados R$ 49 milhões para as contrapartidas. Entre o A5 e o A1, as estruturas serão destinadas a serviços comerciais, como gastronomia e lojas. Para o pórtico central, que é o ponto de referência, e os armazéns A e B, a destinação é cultural. Os demais deverão receber estruturas de lojas. Outro item que compõe o complexo portuário são os quatro guindastes,
que serão mantidos, mas receberão restauração e iluminação especial. Também será feita a recuperação do Muro da Mauá, com previsão de receber um revestimento de vegetação. Será destinada ainda área para estacionamento com 400 vagas. Deverão ser investidos cerca de R$ 500 milhões em todo o empreendimento.

Após a recuperação dos armazéns, as estruturas deverão ser destinadas a diferentes ocupações. Enquanto os trabalhos não começam, a movimentação
no Cais é pequena. Porém, após a autorização para as obras, a situação deverá mudar. Antes, porém, a empresa ainda aguarda a autorização da Secretaria
Estadual de Transportes para dar início às intervenções. Depois dessa etapa, que deverá durar dois anos, a empresa vai dar início à recuperação das docas,
que deverão ganhar um centro de eventos e três torres – um hotel e dois edifícios comerciais, e, por fim, as construções nas proximidades da Usina do Gasômetro e do Armazém 6, em que haverá áreas públicas de lazer. Ao todo, a intervenção na área vai ocorrer em um trecho de 3,2 quilômetros da orla do Guaíba.

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